CapEx x OpEx da transferência de dados
14 fev, 2023
O mundo do armazenamento está em um fluxo radical. As organizações estão avaliando novas abordagens para acompanhar o ritmo da mudança, e novas abordagens existem para otimizar a transferência de dados e o armazenamento em borda para garantir maior desempenho, resistência e vantagens de preço. Não importa se estamos falando de petabytes de transferência de dados ou de pequenos dispositivos de armazenamento usados na borda, novas oportunidades estão surgindo que oferecerão às empresas novas formas de controlar seus custos.
Preparando o terreno
Além disso, a localização dos dados está mudando. No passado, as organizações mantinham a maior parte de seus dados em data centers no local ou em uma só nuvem. Hoje, as organizações têm conjuntos de dados em várias plataformas de armazenamento em diferentes localizações, em mais de uma nuvem e na borda. Até 2025, a IDC prevê 12,6 ZB de capacidade instalada — HDD, flash, fita, óptica — serão gerenciados pelas empresas. Os provedores de serviço de nuvem vão gerenciar 51% dessa capacidade, o que significa que 49% da capacidade serão gerenciadas pelas empresas na borda e no núcleo.
O movimento dos dados também está aumentando. Em média, as organizações agora transferem periodicamente cerca de 36% dos seus dados da borda para o núcleo, com os volumes dobrando a cada dois anos. A Gartner prevê que, até 2025, 75% dos dados gerados pelas empresas serão criados na borda e muitos deles serão movidos do núcleo para a nuvem.
Por fim, gerenciar e utilizar todos esses dados de uma maneira econômica está virando uma prioridade. As organizações já estão vendo seus orçamentos de armazenamento excederem as expectativas, e os excessos de custo de nuvem já viraram uma realidade. Em 2020, 42,6% das organizações encerraram o ano ultrapassando seus orçamentos de nuvem. As organizações estão tentando lidar com isso fazendo a transição para ofertas como um serviço que oferecem um controle mais granular de seus custos.
Os dados são um ativo crucial e precisam ser usados com eficiência, não só pelos serviços, como pelas organizações que estão buscando a eficácia operacional gerada por dados, cálculos de ROI e oportunidades de investimento adicional. E a necessidade por novas soluções que ofereçam suporte a esses requisitos é particularmente importante no que diz respeito ao armazenamento em borda e à transferência de dados. Com os dados precisando ser transferidos do endpoint para a borda, o núcleo e a nuvem e possivelmente o caminho inverso também, é importante haver novas tecnologias. O crescimento sem precedentes e imprevisível de dados, combinado com mudanças aceleradas na localidade e movimentação de dados — além das pressões mais altas para utilização e gerenciamento de dados com controle de custo — significa que as abordagens antigas ao armazenamento não conseguem acompanhar a necessidade de usar dados eficientemente e novas ideias são necessárias.
As principais organizações reconhecem o valor dos dados como um ativo. Elas também reconhecem o impacto que as ineficiências do gerenciamento de dados podem ter, bloqueando e limitando o valor desse ativo. Algumas organizações tentaram tratar dessas ineficiências ao pensar no armazenamento de um ponto de vista holístico, explorando limites, oportunidades e opções entre todos os tipos de armazenamento, em vez de ter uma só equipe cuidando do armazenamento primário, outra do armazenamento em borda e assim por diante. Essa abordagem, geralmente chamada de StorageOps, dá às organizações uma melhor compreensão das vantagens e limites, oportunidades e desvantagens.
Outras adotam uma abordagem abrangente, de ponta a ponta, ao aumento da velocidade e agilidade dos pipelines de dados, geralmente chamados de DataOps. O DataOps melhora a acessibilidade, disponibilidade e integração de dados, limitando custos excessivos. Com base nas metodologias ágeis, ele tem como objetivo manter todos os aspectos dos dados, da ingestão até a proteção, movimentação e utilização, o mais otimizados e eficientes possível.
Independentemente da abordagem, toda organização precisa gerenciar os custos do armazenamento, gerenciamento, transferência e utilização de dados. Por isso que entender a abordagem de CapEx x OpEx ao armazenamento é importante.
Como você já deve saber, muitas organizações procuram gerenciar seus orçamentos de armazenamento de maneira mais eficaz mudando de um modelo CapEx para um modelo OpEx para a aquisição de armazenamento. Para colocar de forma mais simples, quando confrontadas com a necessidade por armazenamento, as organizações têm duas opções:
Geralmente, essa abordagem pode bloquear as organizações em um custo antecipado substancial, depreciação ao longo de três a cinco anos, custos de gerenciamento, responsabilidades por reparo e manutenção, a necessidade de adicionar expansão de disco com o tempo, se os conjuntos de dados crescerem, e problemas de custos irrecuperáveis, caso uma plataforma não forneça o conjunto de recursos, escala ou desempenho necessários ao longo do tempo. Muitas vezes, isso pode reduzir o capital disponível, forçar as organizações a incorrer em despesas contínuas, e às vezes imprevisíveis, de manutenção e upgrade, e resultar em dependência tecnológica.
Essa abordagem resulta nas organizações gerenciando uma conta contínua de um provedor de serviço (uma nuvem pública) ou provedores (várias nuvens públicas). Essas contas geralmente estão ligadas à capacidade ou ao número de objetos gerenciados. O provedor de serviço é responsável pela reparação e manutenção. A adição de capacidade é integrada e só resulta em um aumento na conta mensal. Em alguns países, a aquisição de OpEx oferece vantagens fiscais. Por fim, em teoria, se o serviço não estiver funcionando bem para você, é mais fácil migrar para outro serviço sem se preocupar com os custos irrecuperáveis ou a necessidade de descomissionar um sistema de armazenamento no local.
Cada vez mais, as organizações tratam o armazenamento como uma despesa operacional. Confiar em um provedor ou em vários provedores de nuvem para fornecer uma plataforma de armazenamento como um serviço pronta para usar simplifica o acesso e oferece às equipes de StorageOps ou DataOps uma maneira de adicionar novos serviços sem grandes custos antecipados. Estamos vendo um aumento na mudança de CapEx para OpEx para todos os tipos de armazenamento, incluindo armazenamento em borda e transferência de dados massivos. Um modelo de OpEx para armazenamento pode fazer muito sentido, isto é, a menos que os custos comecem a ficar imprevisíveis e as despesas se acumularem.
Preço 1.0: armazenamento OpEx tradicional
A realidade é que o armazenamento como um serviço costuma ser prejudicado por um modelo de custo confuso e pouco transparente e isso ocorre principalmente para o armazenamento em borda e os recursos de migração de dados dos principais fornecedores de nuvem.
Ao examinar a página de preços de um dos principais provedores de nuvem, você verá o seguinte para uma região de data center em uma nuvem única:
Em outras palavras, é um modelo de definição de preços que é quase impossível de entender e extremamente difícil de gerenciar. À medida que os conjuntos de dados crescem e as necessidades mudam, os custos ficam cada vez mais imprevisíveis, podem sair de controle, e resultam em orçamentos ultrapassados e executivos frustrados.
Para o portfólio de armazenamento em borda desse mesmo provedor de nuvem, que consiste em vários dispositivos usados para agregação de borda, transferência de dados automatizada e até mesmo envios de dados físicos, os modelos de preços são tão complexos quanto os anteriores. Eles oferecem:
Para piorar ainda mais, o portfólio de borda deles é um ecossistema bloqueado, que só funciona com a nuvem deles. Você termina dependente no estilo do CapEx, só que pagando por mês em vez de fazer uma compra antecipada.
Em um mundo multinuvem hibrido com infraestrutura de borda, os dados são distribuídos entre dezenas, centenas ou até milhares de locais. Essas complexidades de custo e ecossistemas fechados a sete chaves minam tudo que as equipes de dados ou armazenamento estão tentando fazer. Você pode ver como e fácil acabar com custos excessivos e desafios orçamentários com um modelo OpEx que é tão complicado e imprevisível.
As equipes de StorageOps e DataOps querem simplicidade. Como já explicamos, há uma necessidade rapidamente crescente por armazenamento em borda e recursos de transferência de dados, mas os modelos de prelo e limites de ecossistema restringirão a adoção.
Há uma oportunidade para um fornecedor criar um modelo de preço que, para os fins deste artigo, vamos chamar de OpEx 2.0. É um modelo que reconhece as necessidades das organizações por simplicidade, clareza e abertura. Ele seria caracterizado por todas as vantagens do OpEx (pagar somente por aquilo que consumir, sem custos antecipados, sem manutenção, sem custos irrecuperáveis), mas também ofereceria preços simplificados e um ecossistema aberto. As organizações pagariam somente por aquilo que precisassem, quando precisassem, com um modelo que é simples e transparente.
Alguns fornecedores trabalharam para oferecer um modelo de preço OpEx 2.0 para seu serviço de armazenamento em borda e transferência de dados para empresas. A ideia é oferecer uma solução de armazenamento em borda multinuvem e independente de fornecedor com preços claros e sem bloqueios. Com essas soluções, as empresas podem agregar, armazenar, mover e ativar seus dados sem as limitações de um ecossistema fechado ou excessos de custo. Uma solução ideal oferece um serviço de assinatura autogerenciado que permite às organizações aumentar ou reduzir seus requisitos de armazenamento, imediatamente, sem multas ou complexidades. Quer elas precisem de transferência de dados e armazenamento em borda mês a mês ou anualmente, o fornecedor certo poderia oferecer uma grande variedade de dispositivos com os recursos necessários para o sucesso.
O serviço certo incluiria, por um preço baixo:
Na Seagate, nós oferecemos o que você precisa. Com nosso portfólio de armazenamento em borda e transferência de dados, você pode criar sua infraestrutura de armazenamento em borda ou transferência de dados com um modelo OpEx 2.0 que remove todas as complexidades desnecessárias dos modelos OpEx de outros fornecedores.
Os clientes corporativos estão, cada vez mais, considerando modelos de armazenamento baseado em assinatura de “pagamento por consumo” para acomodar a transferência de dados física da borda para a nuvem. Os gastos somente em serviços de nuvem pública mais do que dobrarão de US$ 217 bilhões em 2021 para US$ 524 bilhões em 2025, segundo o estudo Semiannual Public Cloud Services Tracker (2021H1, novembro de 2021) da IDC, com a infraestrutura de armazenamento como um serviço (IaaS) somando US$ 93 bilhões do total. Além disso, uma pesquisa da Gartner, Competitive Landscape: Consumption-Based Pricing for On-Premises Infrastructures (outubro de 2020), revelou que 53% das empresas concordam que adquirir tecnologia por meio de assinaturas é seu modelo preferencial agora.
Os departamentos de TI também estão mais propensos a considerar a movimentação física de dados como parte integrante de suas estratégias gerais de dados. Soluções de transferência de dados concorrentes existem, mas a maioria delas não oferece o mesmo nível de integração multinuvem que a Lyve Mobile pode fornecer. Muitas empresas também estão fazendo a transição para soluções de dados “como um serviço” baseadas em nuvem, em vez de adicionar mais hardware no local. O Lyve Mobile foi desenvolvido para ser complementar a uma ampla gama desses serviços, incluindo os que envolvem armazenamento em nuvem e habilidades restritas de computação.
Clientes de setores como mídia e entretenimento, geociência e saúde, que geram conjuntos massivos de dados não estruturados, confiam na flexibilidade e acessibilidade que os modelos de assinatura oferecem. Pagar somente pelo hardware, software e serviços de que você precisa mantém os custos baixos e assegura aos clientes que sua infraestrutura de dados suportará suas operações, do endpoint à nuvem.
Os benefícios do armazenamento baseado em assinatura incluem:
Usando o modelo de assinatura baseado em OpEx Lyve Mobile, os parceiros podem atender a várias necessidades por transferências constantes e aplicações lift-and-shift padrão, reduzindo os custos operacionais gerais e o TCO para seus clientes.
Com modelos de pagamento flexível, os clientes do Lyve Mobile podem expandir e reduzir projetos mensalmente. Assim, eles maximizam seus serviços de transferência de dados ao mesmo tempo em que economizam custos em ativos subutilizados que geralmente ocorrem em um modelo de compra tradicional. Essa estratégia também ajuda os parceiros a simplificar o gerenciamento de dispositivos em campo, atualizando/substituindo rapidamente a tecnologia à medida que os requisitos de projeto mudam ou são ultrapassados, sem a necessidade de descartar ativos no fim da vida útil.
A família de armazenamento em borda e transferência de dados como um serviço pode ajudar sua organização a evitar as limitações do OpEx 1.0 com uma plataforma aberta que é acompanhada de um preço transparente.
Para saber mais sobre o Lyve Mobile, visite: https://www.seagate.com/products/data-transport.